apertos.
Já sentiu um grande aperto lá no fundo de seu peito, como se soubesse que existe um alguém que não fará mais parte de sua rotina, em saber que quando precisar desabafar todos os problemas e poder dar aquele suspiro de alívio, esse alguém não estará mais presente. Em saber que agora, só a resta as lembranças, que por poucas que sejam, nunca serão esquecidas. Saudade? Digo que essa palavra não é nada do lado do que eu estou sentindo. É dificil de superar? difícil de compreender? difícil de aceitar? de acreditar? É, até demais. Demais de sofrimento, de dor, de compreensão. Eu não encontro mais motivações, não vejo mais motivos de fazer nada, tudo o que queria, o que eu mais queria era ter esse alguém junto de mim. É difícil, saber que quando eu andar na rua, não terei mais a chance de o esbarrar, ou então, o encontrar em quaisquer lugar. Tudo isso são mudanças drásticas que aconteceram comigo da noite para o dia, me deixando em estado de choque ou mesmo sem reação por não saber como agir, e o que me restou, foi sofrer, e chorar. É, a saudade que me fez ver, o enorme valor que cada pessoa tem para si mesmo, é aquele velho ditado, temos que perder para dar valor, e isso é a pura realidade. Mas isso também me serviu de lição, de aprendizado! Me ensinou a valorizar cada simples ato, como um abraço, um beijo no rosto, olhar nos olhos, ou até mesmo ouvir a voz. Me ensinou a valorizar os momentos que haviam passado juntos, como se fossem únicos, por menores que sejam, porém são capazes de se transformarem únicos e inesquecíveis. E depois de ter perdido alguém, me ensinou principalmente a conservar cada pessoa que está em meu meio, pois são aquelas pessoas que quando não estiverem presentes, farão falta. Por fim, eu aprendi a acreditar que nem tudo é pra sempre, nem as pessoas, nem os lugares, nem as amizades, nem a vida, porque o pra sempre, sempre acaba.